29 de jul de 2010

Tum Tum.

Marina casou-se com Arlindo, o homem com quem namorou desde menina. Primeiro baile, beijo e frio na barriga. Montaram a casa: flores artificiais em cima da toalha rendada posta para servir o café fresco de cada dia. Engravidaram-se, sem nem perceberem como nem onde. Apenas com a certeza de que a criança seria não menos que o fruto de um amor cotidiano e consolidado. Sete semanas e um ultrassom. O médico acusou que impossível seria dizer o sexo da criança, pois naquele momento nem membros nem tronco estavam formados. O que acusava no exame era um coração pulsante, que não parava de palpitar. O médico exclamou: seu filho, até agora, é um coração batendo. Marina sorriu docemente e deixou cair a primeira lágrima de sua maternidade.